Raymundo Nonato Galvão

De wikITA

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Ingressou no ITA com a Turma de 1963 em 1959.

Trancou matrícula no fundamental e formou-se em 1964.

Em 1965, junto com Davis Kung (ELE-64) e João do Espírito Santo Abreu (ELE-64) iniciou o planejamento e a implantação de sistemas de telecomunicações públicas da TELEPAR (Paraná), que foi o primeiro projeto estadual abrangente e que introduziu sistemas de microondas, discagem direta à distância (DDD) etc. Galvão especificou, licitou e introduziu os sistemas DDD no Brasil.

Em 1969, junto com Ademar Pereira Gomes (ELE-65), João do Espírito Santo Abreu (ELE-64) e Rivaldo Tamiazzo (ELE-64), fundou a DK Engenharia de Sistemas de Telecomunicações que, apoiada nas soluções de sucesso implantadas no Paraná, planejou e implantou sistemas de telecomunicações públicas para Santa Catarina, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espirito Santo, etc... além de sistemas especiais de telecomunicações para o apoio a redes de transmissão de energia elétrica, distribuição de sinal de TV e telefonia rural.

Em 1972 a DK Engenharia de Sistemas de Telecomunicações foi adquirida pela PROMON Engenharia, passando a ser a divisão de telecomunicações dessa empresa. Galvão e os demais fundadores da DK permaneceram na Promon por mais de 15 anos. Depois da Promon, Galvão foi gerente de planejamento e projetos de engenharia na TELESP.

O texto abaixo foi publicado na Gazeta do Povo, de Curitiba, em 13 de setembro de 2013:

Um pioneiro curioso

Quando criança, Raymundo compartilhava com os mais próximos seus anseios de vanguarda. Desmontava rádios para ver como era o aparelho por dentro e conseguia puxar a fiação elétrica da vitrola do pai, que ficava na sala, para ouvir suas canções prediletas no quarto. Bastava ver a mãe areando uma panela para dizer o quanto gostaria de inventar um fogão que não precisasse de fogo e não gerasse sujeira. “Ele já pensava no micro-ondas”, brinca a irmã Maria de Lourdes. Raymundo, por certo, não inventou o micro-ondas, mas participou, anos mais tarde, de uma série de inovações na área da telefonia.

Nascido em Ourinhos, interior paulista, o menino curioso chegou em Londrina com os pais, Clarismundo e Raymunda, em 1939. Filho de ferroviário, ele foi incentivado desde cedo a se dedicar aos estudos. Passou a infância em Londrina, onde entrou para o Seminário e, ainda na juventude, retornou para São Paulo a fim de concretizar o sonho de ser engenheiro eletrônico. A formatura pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), de São José dos Campos, foi na turma de 1964. Depois vieram a especialização em Telecomunicações e cursos de aperfeiçoamento em Estocolmo, na Suécia.

De volta ao Brasil, Raymundo ajudou a fundar a antiga Telecomunicações do Paraná S/A (Telepar) e participou de projetos pioneiros na área, como a implantação do sistema DDD e, mais adiante, da telefonia celular no Paraná. A paixão pela profissão também o levou a outros estados para organizar a Companhia Catarinense de Telecomunicações (Cotesc) e a atuar na Telesp, de São Paulo. Encontrou ainda tempo para exercitar o lado de empresário ao trabalhar com o pai na indústria de britagem da família. “Trazia pessoas de fora, investia na educação de seus familiares. Dava oportunidades para novos profissionais”, recorda a irmã.

Mesmo com novas responsabilidades, o engenheiro não abriu mão das idéias para o mercado da eletrônica. Nos últimos anos, Raymundo, já com a saúde debilitada, desenvolvia em casa projetos para empresas nacionais e internacionais. Como hobby, tinha a leitura e o gosto pelas sinfonias de Beethoven.

Faleceu dia 30 de agosto, aos 74 anos, vítima de um infarto. Deixa seis filhos


Turma de 1963

Turma de 1964

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