Wilson Ruiz

De wikITA

Foi casado com Maria Helena da Silva Lacaz Ruiz, filha do Prof Lacaz e tiveram 6 filhos: Francisco Lacaz Ruiz, Rogério Lacaz Ruiz, Lucas Lacaz Ruiz, Ana Luiza Lacaz Ruiz Carbonari, Sílvia Lacaz Ruiz e Raphael Lacaz Ruiz.

Foi fundador e conselheiro da primeira Diretoria da AEITA, então AAAITA, conforme ata de 18/Dez/1954.

Fundou, com o Prof Octanny Silveira da Mota, o Centro Estadual de Educação Tecnológica (CEET) na cidade de São Paulo. Era o embrião da UNESP.

Entre 1973 e 1976 trabalhou no PMO do CTA com Urbano Ernesto Stumpf, o pai do motor a álcool no Brasil.

Faleceu em 5 de Dezembro de 2014.


Depoimento ao jornal O Suplemento #61, de janeiro/fevereiro de 2005

"Para mim, ser iteano é uma história, é um poema que se refere a um curioso passado. Por isso, lá vai, em prosa.

Como começou? Os começos não tinham passado. Nos anos 40, estávamos todos começando a "inventar" o ITA, na Escola Técnica do Exército - ETEx, na Praia Vermelha, hoje IME, Instituto Militar de Engenharia. Depois, na COCTA - Comissão de Organização do CTA - em São José dos Campos, esta lutando durante anos para sobreviver.

Deu certo. Sobreviveu, cresceu, criou raízes, firmou-se para se transformar nessa magnífica realidade que hoje é reconhecida, por seus frutos, no Brasil e fora dele. Que o digam os colegas em atividade. Para mim, ser iteano é fazer parte dessa maravilhosa estirpe vencedora."


imagem:Wilson Ruiz 1925-2014.jpg


Texto escrito por seu filho Chico Abelha e publicado no FaceBook em 3 de Janeiro de 2015:

"Meu pai se foi faz menos de um mês. Apesar de ter convivido com ele por 57 anos, foi só depois de sua morte que me dei conta, em conversas com irmãos, amigos e folheando álbuns de fotos, de que havia muitos aspectos de sua vida que me eram estranhos. O que eu menos conhecia dele era seu lado militar e o peso que isso teve em sua vida.

Na verdade eu entendo que meu pai foi um artista que se reprimiu, traiu seu sonho e preferiu atender o desejo de seus pais ou do meio em que viveu. Foi ser engenheiro, mas não escolheu qualquer escola, foi cursar a melhor na época e formou-se na segunda turma do ITA.

Talvez ele pensou que como artista não fosse fazer dinheiro para sustentar uma família ou não teria o reconhecimento que almejava para si... não sei. O fato é que ele sempre tirou fotos muito boas tecnicamente, tinha um olhar particular, mas sempre para registrar em imagens, sua carreira profissional ou a vida familiar. Vivia construindo objetos sem função e fazia troça de si mesmo, depreciando sua própria expressão artística. Projetou brinquedos e até chegou a montá-los em série na sua fábrica em São Paulo.

Enfim, foram as escolhas que ele fez.

Mas eu, como filho, nunca vi nele um pai engenheiro, um pai militar ou empresário que montou uma fábrica de peças para aviação, logo que terminou o ITA. Eu vi sempre o homem, o artista, o caipira que fazia horta no fundo do quintal de nossa casa em São Paulo. Quando ele assumia seu lado engenheiro, era como se deixasse de existir, ficava invisível para mim e assim foi até sua morte.

Hoje, folheando seu álbum de fotos, vejo como ele se orgulhou da curta carreira militar e de tudo que envolvesse a indústria aeronáutica. Percebo, também, o quanto minha vida foi determinada pelas escolhas dele e o quanto eu aprendi com ele. Não fosse sua ligação com o CTA, eu não teria tido o privilégio de morar nesta ilha da fantasia, que tantos horizontes me abriu. Não fosse a fotografia, sempre presente em nossa vida familiar, com Leicas, Nikons e Yashicas, eu talvez não tivesse despertado tão facilmente para a arte que hoje é o meu ganha pão e me realiza.

De modo que, Wilson Ruiz, onde quer que você esteja, agradeço você ter sido a pessoa que foi, exatamente do jeito que foi, porque me permitiu ser o que eu sou, exatamente como eu sou hoje. Porque, por mais que você fosse o engenheiro, eu só conseguia ver o artista e sua arte...

Obrigado, pai!"


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